quinta-feira, 24 de março de 2016

Os primeiros exames e a internação

Na madrugada do dia 13/02 para o dia 14/02, minha mãe fez alguns exames (eletrocardiograma, exames de sangue) e na manhã do dia 14/02 foi solicitada uma tomografia.

Nesta tomografia, foram identificados inchaços no cérebro. Diante desta situação, os neurologistas solicitaram uma nova tomografia, agora com contraste.

Com o resultado em mãos, os neurologistas nos atenderam novamente. Enquanto um deles fazia perguntas para minha mãe (se ela sabia onde estava, qual seu nome, idade, etc.), o outro conversava comigo.

Me mostrando o exame, ele me explicava que foram identificadas várias lesões e inchaços no cérebro da minha mãe. Eram muito "pontos" exibidos no exame.

Ele me explicou que o passo seguinte seria identificar o que causou essas lesões, para isso seriam feitos novos exames e também uma punção lombar para retirada do líquido da coluna da minha mãe. E ainda me disse que essas lesões poderiam ser causadas por uma meningite alongada ou uma tuberculose ou ainda HIV. Neste momento levei um susto pois não é algo que se queira ouvir de um médico. 

Após esta consulta, ficamos aguardando a recuperação (que seria de 4 horas) após a realização da punção lombar e também o resultado do exame. O que aconteceu depois foi um dos momentos mais difíceis da minha vida.

domingo, 20 de março de 2016

O primeiro atendimento

Na noite de 13/02/2016 minha mãe começou a sentir muita dor de cabeça. A dor era tão intensa que ela não conseguia pisar no chão.

Meu pai então chamou o SAMU. Por volta das 22:30 meu pai me ligou dizendo que o SAMU ainda não tinha chegado. Ouvindo o choro da minha mãe ao fundo, pedi ao meu esposo que ligasse para meu pai novamente e pedisse que o vizinho a socorresse (eu moro há quarenta minutos de distância da casa dos meus pais e esse tempo era crucial para ajudá-la).

Então minha mãe foi socorrida para o Hospital Santa Marcelina. Chegando lá, minha mãe chorando de dor, foi colocada numa cadeira de rodas pelos vizinhos e meu pai falando com o atendente, quando o mesmo disse que minha mãe deveria ser atendida pelo AMA e não pelo hospital.

Num gesto de desespero, meu pai gritou, dizendo que se tratava de uma pessoa e não de um animal. Mas mesmo assim seguiram para o AMA.

Chegando ao AMA minha mãe foi atendida. Foram feitos exames de eletro e de sangue. Diante do quadro, minha mãe foi transferida para o Hospital Santa Marcelina.


O começo das dores

Minha mãe vinha sentindo dores há algum tempo. As dores de cabeça ela achava que eram devido ao cansaço, então um analgésico resolvia (momentaneamente).


Então seu braço comeu a doer. Era uma dor intensa. 
Ela chegou a ir algumas vezes ao Hospital da Vila Alpina porém era medicada e voltava pra casa. Mas as dores continuavam. 

Em mais uma visita ao Hospital da Vila Alpina, foi solicitado que minha mãe fizesse um ultrassom do braço, o qual ela fez no particular pois se fosse esperar pelo posto de saúde demoraria meses. O diagnóstico foi que minha mãe estava com ARTROSE.

Ela voltou ao médico o qual passou alguns medicamentos mas nada resolvia. Junto a isso disseram para minha mãe que ela estava com depressão e pediram que ela procurasse um psicólogo.

E as dores? As dores continuavam...


sábado, 19 de março de 2016

Sobre este blog

Quando eu pensei em criar este blog, o nome seria: "#TodosPorInês | Do diagnóstico à cura", porque essa era a minha esperança, era pela cura da minha mãe que eu orava todos os dias, mas nem sempre a nossa vontade é a vontade de Deus.

Aqui vou contar a história de uma guerreira, minha mãe Maria Inês que lutou durante exatos 32 dias contra uma doença que chegou silenciosa, o câncer.

Quero com este blog desabafar esta dor que hoje me consome mas que, com fé em Deus, vai se transformar em saudade. E também com meu relato, ajudar pessoas que estão passando por situação semelhante, pois a luta não é fácil mas se torna mais branda quando estamos juntos daqueles a quem amamos.